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Não é preciso ter muita sensibilidade para perceber nos rostos o desconsolo de todos que passam por onde funcionou o Cine São Francisco.“O Gigantão do Prado”
onde muitos patoenses viveram horasde emoções, alegrias,
tristezas,suspenses e aventuras, hoje vive em ruínas, de ossos a mostra.
O estado de degradação e abandono do imóvel é visto por quem passa em frente. Ah ! E se fosse só isso! Durante a noite os moradores e os que circulam por lá, se depararam com grupos de viciados em álcool e drogas, que fazem dos seus escombros moradia e até motel.
O local primeiro foi vendido a Igreja Universal, em seguida foi repassado a um grupo empresarial, que derrubou as paredes do velho Chico, com objetivo de transformá-lo em um grande empreendimento comercial para a Morada do Sol.
Hoje a população não sabe a quem pertence o prédio, ou melhor, as ruínas. Sabe-se apenas, que na Rua do Prado - Nº 44, mora apenas as lembranças e a saudade. Minha infância que o diga!
Ainda é possível fechar os olhos e me ver lá naquela imensa sala, encantada com o glamour dos filmes da Xuxa, dos Trapalhões e suas inúmeras aventuras, em nada se comparava pelo menos para mim. E me lembro muito bem quando me deparava com os cartazes dos novos filmes, a magia me despertava ansiosa para que aqueles filmes chegassem logo ao velho Cine.
Recordo-me, tudo no Cinema possuía dimensões, gigantescas, do ventilador no teto a imensa fila de cadeiras até obviamente a grande tela. E Almir logo na entrada vendendo aquelas balinhas de menta.
Quem diria que este seria o triste fim do “Gigantão do Prado”?. Logo ele que embalou tantos corações enamorados!
* LUSANGELA AZEVEDO
jornalista


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